A fada dos olhos grandes: proporção inversa nos “Fragmentos” de Almada Negreiros

The fairy with big eyes: inverse proportion in the “Fragments” of Almada Negreiros

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.31921/microtextualidades.n9a2

Palabras clave:

Almada Negreiros (José Maria de), autoficção, fragmento, literatura portuguesa (século XX), metatextualidade, microficção, modernismo, narrativa breve, prosa poética

Resumen

Este estudo propõe uma primeira leitura do conjunto dos sete “Fragmentos” narrativos de Almada Negreiros, publicado apenas em 2002 na colecção das suas Ficções. Descentrando a atenção oferecida aos textos mais proeminentes e debatidos da obra do autor, adopta-se uma abordagem mista que combina, por um lado, uma revisão dos filões principais da crítica do fragmento e das formas breves, e, por outro lado, uma leitura próxima dos textos aqui considerados. Analisando a criação de seres e objectos textuais ao longo destas ficções fragmentárias, conclui-se que a proporção inversa — mais do que a lacuna ou a elipse habitualmente invocadas — é o conceito primordial na ideia de fragmento para Almada. Este conceito é alegorizado naqueles seres e objectos metaliterários enquanto figura e performance, isto é, demonstração em acto, da sua própria teoria e, por extensão, da teoria da ficção do autor.

Descargas

La descarga de datos todavía no está disponible.

Citas

•Allport, Andrew. “The Romantic fragment poem and the performance of form”. Studies in Romanticism 51.3 (2012): 399-417.

•Atherton, Cassandra e Paul Hetherington. “Like a porcupine or hedgehog?: the prose poem as post-romantic fragment.” Creative Approaches to Research 9.1 (2016): 19-38.

•D’hoker, Elke e Bart Van den Bossche. “Cycles, recueils, macrotexts: the short story collection in a comparative perspective”. Interférences Littéraires 12 (2014): 7-17.

•Elias, Camelia. The Fragment: towards a history and poetics of a performative genre. Bern: Peter Lang, 2004.

•França, José-Augusto. “Nota sobre quatro inéditos de Almada Negreiros”. Colóquio/ Letras 149/150 (1998): 203-4.

•França, José-Augusto. Amadeo de Souza-Cardoso: o português à força & Almada Negreiros: o português sem mestre. 2.ª ed. Venda Nova: Bertrand Editora, 1983.

•Gaspar, Luís Manuel. “Cronologia”. Ed. Mariana Pinto dos Santos. José de Almada Negreiros: uma maneira de ser moderno. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, Sistema Solar, 2017: 385-7.

•Irving, Dan. “ Storytelling in miniature: microfiction and reader participation”. Enthymema 18 (2017): 150-9.

•Kjerkegaard, Stefan. “In the waiting room: narrative in the autobiographical lyric poem, or beginning to think about lyric poetry with narratology”. Narrative 22. 2 (2014): 185-202.

•Luscher, Robert M. “The short story sequence: an open book”. Short story theory at a crossroads. Eds. Susan Lohafer e Jo Ellyn Clarey. Baton Rouge: Louisiana State UP, 1989. 148-67.

•Martins, Elizabeth Dias. Do fragmento à unidade: a lição de gnose almadiana. Fortaleza: Imprensa Universitária, 2014.

•Martins, Fernando Cabral. “O disparo dos fotógrafos” (Posfácio). José de Almada Negreiros. Ficções. Lisboa: Assírio & Alvim, 2002. 219-30.

•Mourão-Ferreira, David. Sob o mesmo tecto. Lisboa: Presença, 1989.

•Negreiros, José de Almada. Poemas. Lisboa: Assírio & Alvim, 2017 [2001].

•Negreiros, José de Almada. Ficções. Lisboa: Assírio & Alvim, 2002.

•Ripoll, Ricard. “Vers une pataphysique de l’écriture fragmentaire”. Forma Breve 4 (2006): 11-22.

•Sapega, Ellen W. Ficções modernistas: um estudo da obra em prosa de José de Almada Negreiros — 1915-1925. 1.ª ed. Série cultura portuguesa. Lisboa: Instituto de Cultura e Língua Portuguesa/Ministério da Educação, 1992.

•Segre, Cesare. “La teoría de la recepción de Mukařovsky y la estética del fragmento”. Cuadernos de Filología Italiana 8 (2001): 11-8.

•Silva, Celina. “A publicação da obra literária de José de Almada Negreiros: algumas anotações”. Navegações 5.2 (2012): 186-93.

•Silva, Celina. Almada Negreiros: a busca de uma poética da ingenuidade ou a (re)invenção da utopia. Porto: Fundação Eng. António de Almeida, 1994.

•Susini-Anastopoulos, Françoise. L’écriture fragmentaire: définitions et enjeux. Paris: Presses Universitaires de France, 1997.

•Zavala, Lauro. “Fragmentos, fractales y fronteras: Género y lectura en las series de narrativa breve”. Forma Breve 4 (2006): 35-52.

Publicado

01-05-2021

Cómo citar

Reis, A. (2021). A fada dos olhos grandes: proporção inversa nos “Fragmentos” de Almada Negreiros: The fairy with big eyes: inverse proportion in the “Fragments” of Almada Negreiros. Microtextualidades. Revista Internacional De Microrrelato Y minificción, 1(9), 13-30. https://doi.org/10.31921/microtextualidades.n9a2